terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Errática

Não me diga o que é certo ou errado
Sou errante
Vacilante
Passeio por motivos, vias e viéses
Roteiros deslizantes

Meu pensamento é arquipélago
Sou fluxo e consciência
Minha reflexão é um todo fragmentado

A impulsividade, que tanto assusta,
É-me possível nesse sistema caótico e errático
Porque sou mantida pela contraditoriedade do ser
O vapor poético me impulsiona
E sinto-me, assim, contraditoriamente
Mínima e máxima
Complexa e simples
Sempre plural e ambígua
Sensível e arrogante
Tolerante e intransigente

É sempre possível
Quiçá necessário
Transgredir
Fugir ao cativeiro da opressão
Deixar-se arrastar pelo apelo da libertação
Naturalmente,
Não sem passar pela contramão
A contracorrente dominante
Arrogante, pretensiosa

Enfrentar esses sistemas pressupõe luta
Esforço pela restituição
No propulsar do sonho
Luta-se contra toda sorte de dominação

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Ser-se

É bom, muito bom ser-se o que se é. Assumir-se como tal, sem medo de ser feliz.
Sou agora o resultado de ontem, o amanhã não me cabe antecipar, mas conduzir-me de modo a fazê-lo, vê-lo, vivê-lo de modo melhor.
O que me impulsiona é a intensidade.
Quero viver todos os meus dias. Intensamente!
In-ten-sa-men-te!
Apenas sendo-se o que já se foi e vivendo-se o que hoje se é, é possível entender esse desejo enorme de revolucionar!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Pode ser

Pode ser que eu nem grite

Pode ser que eu não diga nada

Pode ser que eu me esconda

Finja

Desminta

Desvirtue

Seja lá o que for

Seja como for

Impossível ocultar o visível

O íntimoEssa face de mim

Que se enxerga em você

Impossível desdizer

Te amo com um amor

enorme!

(to P.A)

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Quem eu sou

Minhas perguntas
Respostas...
Inscrevo-me
Escrevo
E me reescrevo o tempo todo
É como vou construindo um sentido para o existir...

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Universodiverso














Você me fortalece
Alarga meus espaços
Amplia meus horizontes
Torna-me capaz

Rasga e ultrapassa-me as entranhas
Corta meus laços
Vermelhos, pretos, pardos e brancos
Diz que posso dizer
Invade espaços opacos
Foscos, sombrios
Espaços sem voz
Desencadeia o poder do olhar
E este transgride
(Transgressor)
Porque pode fazê-lo

Potencializa o querer fazer
O perguntar

Atravessa-me
Bagunça meu quarto
Canto tão bonitinho
Dantes tão arrumadinho

Que é que faz?
Traz a diferença
Instaura força e poder
Tornando-me forte

Perguntas
Quem responde?
Quem respondeu?
O que responderá?

Busca incessante do saber
Construção que se esvai
Tenho que agarra-la
Deter
Segurar
Movimento revoltoso
(vultuoso)
Nesse entrecruzar

Ir
Agir
Prosseguir
Pensar, que era um inferno,
Agora eu quero é pensar
Minha força está aí
(16/04/09)

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Mudar

Mudar












Hoje eu sei que vou mudar de novo
Tive a coragem de querer
De admitir isso pra mim
Quero mudar
Quero morar
Quero viver
E trabalhar
Eu quero ir
Eu quero ir

Sei que sentirei
Eu sentirei
Eu sentirei
Mas eu tenho que ir

Irei

Há o receio
O medo
A solidão
Mas nada me apavora
Eu sei que vou
Porque eu vou
E vou mudar
Haaa

(15/02/09)

segunda-feira, 30 de março de 2009

Mudança

Por que será que há tanta resistência à mudança? Por que precisamos ser iguais? Onde se origina a necessidade de moldar os que nos cercam à nossa própria maneira? Nosso modo será sempre o mais preciso, legítimo, coerente, correto e digno de ser reproduzido, perpetuado? Sinceramente, é difícil entender o que torna as pessoas tão famintas por impor suas prerrogativas. É difícil conceber normalidade no que é, naturalmente, anormal. Conceito de certo e errado varia. Os ditames da religião variam de segmento para segmento. Os das sociedades também. Aquilo que se concebe em determinada comunidade e/ou época como correto, aceitável, louvável pode ser drasticamente recusado em outra.Como seres humanos, somos a representação, talvez a mais perfeita, da diversidade.Por que querem nos tornar iguais? Nem os univitelinos o são. Como viver o hoje com os valores de ontem? Estes podem nos servir como legados, tradições, referências; não necessariamente como modelos a serem perpetuados. Não que tais valores devam ser negados. Contudo, é importante repensá-los, ressignificá-los sempre que possível e necessário. Impô-los apenas é arbitrariedade. É importante conhecer a origem das nossas crenças, no entanto elas não são válidas para todos. As pessoas não são obrigadas a acreditar da mesma forma, a ver a vida sob o mesmo prisma e perspectiva.